segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Meu carro, minha lei

É repetitivo, mas lá - que a vida também sabe ser. No diário passeio com os amigos que, por espécie são cães, levamos um forte susto nesta manhã. 

A estrada era reta, o Sol começava a se mostrar, dois carros passaram...E, de repente, uma caminhonete achou que a estrada estava sem vivalma...partiu pra cima de nós como se sua lei na tivesse fronteiras.

Sim, estávamos no asfalto.Mas não havia passeio de acesso.Somente um paredão que acabava no meio-fio. Caímos os três nesse refúgio emergencial...

Mas nos salvamos sujos e ilesos.


A gente não pode deixar de pensar: por que esse descaso com a vida alheia?

Onde começa e acaba a responsabilidade de quem é  autorizado (no caso seria?) a dirigir um automóvel.  Prevalece o princípio "meu carro, MINHA LEI?"


Claro, tem gente importante, ou que assim se acha, com padrões de administração pública também baseados nesse mesmo olhar "pessoal" - para dizer de modo ameno sobre um grave desvio de personalidade. Veja-se a tragédia que foi a "condução" da pandemia atual ; há muita gente boa que não enxergou qualquer sinal de "condução" - inclusive organismos internacionais. Houve condução adequada a "gripezinha", claro, pois esse foi o sábio diagnóstico de sua "eminência".

 

Cada dia somos assombrados - essa é a conclusão do momento - pelos atos e omissões que escancaram o clássico tapa-tudo: fiz o possível e o impossível para dirigir bem, para salvar a vida. Mas morrer faz parte dela. Não é um ato de deslavada covardia?!?

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