segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Loja de chocolate choca Ministério Público e a nós outros

 Não bastassem as informações sobre os depósitos em dinheiro nas contas várias da sortuda família Bolsonaro, agora o Ministério Público do Rio divulgou "suspeitas em série  nos negócios da loja de chocolate" do arguto senador Flávio Bolsonaro.

O eleito das multidões e sua mulher "omitiram o total de R$350.000,00 de suas declarações ao Imposto de Renda." Estes são os valores relativos à compra da loja de chocolate (Bolsotini), comprada em sociedade com Alexandre Santini, por R$800 mil, em 11.12.2014 - em partes iguais.


As investigações indicam que um sinal de R$50 mil foi pago, em cheque, em 2014. Já a não-sócia Fernanda fez depósito eletrônico de R$350 mil, no ano seguinte, quitando o débito de Flávio. 


Todavia, apesar de o senador informar à Justiça que "declarações retificadoras do Imposto de Renda ...tá  lá direitinho" - na linguagem tosca de sua excelência- , segundo os Promotores "não  estão lá...". Desconfiam, até,  que "os custos da empresa  podem ter sido falsamente inseridos no contrato para acobertar os (famosos) recursos da rachadinha"..."também a taxa de franquia (de R$45 mil) não foi identificada nos extratos bancários do casal".


Questionado pelos Promotores, o Senador da República do Brasil entregou o sócio: 

- Qualquer diferença que tenha ali foi da conta do sócio Alexandre..."


Em síntese, asseguram os Promotores, a lojinha foi usada para "lavar" R$1.600.000,00 em dinheiro "vivo" obtido a partir das devoluções de partes dos salários dos Servidores da Alerj."


Então, temos um cenário exemplar exibido do alto da torre familiar do nosso "representante maior". A já famosa "rachadinha" está correndo o mundo nos avacalhando, enquanto ficamos em quarentena, ouvindo sua Majestade recomendar a Cloroquina ou "hidtoxiqualquercoisa" que o ídolo Trump recomendou. Enquanto isso recursos e mais recursos não são usados para sustar a peste, mas para sustar os procedimentos investigativos do filhinho...

"Nós merecemos o homem que elegemos..." mesmo que não estejamos no grupo dos mais de 50 milhões que votaram em Sua Eminência.


É um fato.E contra fatos...só outros fatos. Mas deixemos isso pra lá.  A Justiça se gana de ter uma venda nos olhos e tarda sempre, mas não morreu. VIVA ELA.

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