Saiu nos jornais: "grupo de colecionadores de armas e caçadores promove perseguição judicial contra o economista Ricardo Sennes, comentarista da TV Cultura."
Por haver comentado, em 10 segundos, a infeliz decisão do presidente Bolsonaro de revogar portarias que impunham mais rigor no rastreamento e controle de armamentos, o coral de seguidores de sua excelência moveu mais de 60 processos, em 35 diferentes cidades do país, para constranger o autor a participar de uma autêntica "avalanche judicial" . Seriam ou serão audiências por todos os cantos do país...
Por sua vez, nosso "mito"(!?) Intimou o colunista da Folha d S.Paulo - Hélio Schwartsmann - a depor num inquérito da Polícia Federal por causa de artigo em que emitiu opinião desfavorável sobre sua Majestade...
Será que o bravo coronel, que espontaneamente declarou que "só aprendeu a matar" , por isso foi expulso das forças armadas (?), não sabe nem foi informado que não vivemos numa ditadura? O nada mítico cérebro recorreu à Lei de Segurança Nacional- artigos 31 e 26 . Eis um ou mais um desvio de conduta autoritário de quem desconhece um mínimo dos Direitos garantidos pela Constituição de 1988. Chama-se "liberdade de expressao" . E não avisaram ao eleito. Mais: o ministro da Justiça, André Mendonça, foi o autor da "proesa" imperial e anacrônica. Onde estamos? E falam mal de países fechados em torno dos regimes dos sem-cérebro que ainda impõem a famigerada lei do silêncio contra as "otoridades". Está difícil de engolir certas iniciativas do Planalto. No entanto a pandemia mata e a educação vai sendo esquecida. Mas vai-se aumentar o gasto com a Defesa do país...contra quem, mesmo?!
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