No meio dessa avalanche de dados, versões e opiniões sobre doença, remédios e decisões políticas, uma notícia "discreta" ocupou um canto da Folha de S.Paulo. Trata-se do projeto do Egrégio Tribunal de Justiça, atento aos "parcos recebimentos da corporação jurídica" para o ano que vem. Suas eminências planejam elevar seus gastos com pessoal em mais 55 por cento. Uma brincadeira de mais 6,8 bilhões...saltando os gastos para R$19,1 bilhões.
Diante do cenário atual que se vive, é bem possível que o Egrégio Tribunal reconheça, intimamente, que todo mundo foi afetado pelo clima do corona, etc. etc. e tal. Mas, convenhamos, com a inflação relativamente baixa e tantos buracos financeiros a preencher, apenas para tocar o normal, é um exemplo de insensibilidade, insensatez uma proposição dessas dimensões. Até porque isso tende a contagiar as demais instituições do país, como sempre ocorre.
Como agravante, é sabido que esses quase 20 bilhões deverão ser gastos com pagamento de pessoal (70%). Também é notório que o corpo especializado de juízes/desembargadores costuma "auferir" ganhos acima do teto estadual de R$35.400,00. Normalmente chegam aos R$56.000,00. Todavia, muitos desses ilustres trabalhadores faturam acima de R$100.000,00 mensais (!!!) , como se sabe, em razão dos tradicionais e inevitáveis "penduricalhos" - velha prática da "justiça do trabalho", para eles - naturalmente. Em síntese: um escárnio.
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