quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Agora é uma questão de ‘pergunta decente’

Volta e meia, para não falar da clara continuidade, o nosso ilustre presidente trata mal, com desrespeito, sinalizando seu despreparo, as questões levantadas pelos repórteres. 


     Ontem, ao ser perguntado, novamente, porque sua esposa acolheu os R$89.000,00 do "rachadista" Queiroz, respondeu de pronto e com um beicinho: "Com todo respeito, não tem uma pergunta decente?" Aproveitou para chamar, molecamente, o jornalista, de "otário". Com todo o respeito?!? Isso ocorreu em Ipatinga(MG), sem qualquer culpa dos mineiros, claro. 


     Por falar em culpa, a Psicologia tem uma nítida e segura explicação, há um século, para esses comportamentos: trata-se da extensão dos traços infantis de falta de identificação do "diferente de si". O sinal da imaturidade infantil está pousado na visão ainda limitada do mundo, do outro;  este outro, na mente infantil, é confundida com a projeção de si mesmo.

Como demonstra sua excelência, com exemplos diários nítidos, para o adulto imaturo ou infantil, crônico, o mundo é do tamanho dele, dos seus desejos. Por isso não tem respostas para outras "coisas" que o incomodam. Daí para oferecer uma "porrada" ao invés de responder é só um pulo, espontâneo, infantil, como sempre.


     Também está nos estudos da Ciência da Psicologia que essa atitude repetitiva de imaturidade seja, também, uma estratégia.  Como os loucos e os burros agem, fica quase impossível jogar a culpa sobre eles,  responsabilizá-los. Pois eles se tornam exímios na arte de jogar a culpa no outro e se esquivar da própria responsabilidade.


      Claro, esse quadro de retardo infantil, sem  coragem para conviver com a culpa, pode aparecer em adolescentes e adultos, seja homens ou mulheres , auxiliares, assistentes,  vice-presidente...até em Presidentes da República...Como todos e todo dia estamos presenciando. Alguns assustados. Muitos, infantilmente contaminados, aplaudindo. A cabeça humana continua um mistério profundo. Nem parece que há verdade no velho ditado: cada cabeça, uma sentença. Vemos, todo santo dia, que milhoes de cabecas, no Brasil descoberto (?) por Cabral, so sabem pensar segundo o que "o mestre mandou". Mesmo que o mestre seja uma criança e, idoso, não tenha percebido que cresceu. Acontece.

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