sábado, 26 de setembro de 2020

Somos os reais produtos vendidos nas redes sociais

 Quando surgiu, no início do século XXI , mais precisamente em 2004, o Google ofereceu uma cara de bonzinho, generoso e inocente. Era aquele chuveirinho na mão de quem podia, de graça, que acompanhava os usuários de uniforme branco; inocência por todos os poros. A admiração pela sua elegância, eficiência e gratuidade fez dele um "queridinho", universal "objeto do desejo".

     Com a intensidade consumista da adoção do novo "brinquedinho", sua presença explodiu em números. Conquistou "deus e o diabo" na Terra regida pelo Sol. De alguns milhares , saltou para 2 bilhões de vítimas/consumidores.E trilhões de dólares em faturamento...


    Na maré do "bibelô eficiente", a nova "media" - como escreviam os norte-americanos que pouco sabem da língua latina, pois pronunciavam

" midia" , no que foram imitados pelos "papagaios de pirata" subservientes, como os brasileiros - bem, como dizia, na maré dos puxa-sacos seguimos encantados com a novidade. Sem qualquer questionamento dos seus propósitos comerciais. Apenas curtiu-se o bibelô onipresente.


    Hoje, uns poucos mais distanciados dessa paixão infantiloides, vemos que o NÓS é que somos o produto  VENDIDO aos anunciantes. A lógica dessa constatação - incrivelmente demorada para chegar à consciência dos indivíduos - está no raciocínio simples: Você está pagando por usar o Google? Não? E conhece outros produtos de mercado que também são, assim, distribuídos "tão generosamente" de graça? Só os similares ou derivados dele, não? Sabe o tamanho da engenharia que está por trás do brinquedinho? É uma cidade de torres e semi-torres enfileiradas em quilômetros quadrados. Ele dá bilhões em lucros, todo santo ano. Mais: É o mais lucrativo negócio do Planeta.


     Então, tudo isso só porque os empresários são humanos, humanitários ou querem se divertir?!? Há quem creia nisso. Como há que acredita que a Terra é plana e Papai Noel é um bom velhinho presente em cada presente que presenteamos...(para ser bem claro...).


     Hoje se sabe que o USUARIO É O PRODUTO.

Traduzindo: somos nós os produtos VENDIDOS. Em compensação, somos rastreados onde quer que estejamos. Somos monitorados e gravados, estejamos na igŕeja, no jardim ou no banheiro...


     Parece mágica?  Mas é uma mágica que se cola nos  humanos, suficientemente debiloides viciados no "brinquedinho". Não foi à toa que se descobriu que os antigos mágicos foram os pioneiros no entendimento de como funciona a cabeça humana...e por isso enganavam e continuam enganando tão  bem. O que vemos com o Google e outras tecnologias é a simples prática das lições da velhiiissima magia,agora,  pelos grande senhores da midia social. Tanta " bondade da para desconfiar, não?! Vamos ficar espertos...

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