O Ministério da Saúde, pela Portaria 2.282, de 27 de agosto último, e sem maior alarde, acabou por estabelecer mais arrocho no controle sobre o corpo feminino.
Ao determinar os procedimentos nos casos de aborto previsto pela legislação, a Portaria obriga notificar à autoridade policial - reduzindo os Direitos à privacidade e à autoria da menina ou da mulher, consagrando a quebra de sigilo profissional com sua banalização e, além de tudo, expõe a vítima do estupro/violência sexual, a verdadeira e certa retaliação, por parte do agressor.
A "didática " Portaria do Governo se mostra tão inadequada que inclui, necessariamente, um anestesiologia na equipe que, assim, "daria legitimidade ao laudo técnico." Quando é sabido que bastam medicamentos. A presença de anestesiologia apenas aumenta a platéia, incrementa a exposição da vítima e burocratiza um procedimento que exige discrição máxima.
Diante da repercussão do mais comentado caso de aborto conhecido (uma criança engravidada, após ser abusada desde os dez anos), torna-evidente que a nova Portaria só se preocupa em incentivar as mulheres e mocinhas a desistirem dos procedimentos de aborto legitimados pela lei. A Portaria 2.282 apresenta dificuldades para colher mais clandestinidades.
Curiosamente no sentido oposto em que opera o mesmíssimo "desgoverno" com relação ao uso de armas e armamentos, cada vez mais liberados das amarras que poderiam inibir os atos contra a vida. Infelizmente, é o padrão de "serviços" que "papai" Bolsonaro conhece e nos ,"doa" - gentilmente e com a mão cerrada, para o soco regularmente gratuito.
Comemorando a independência do país, o presidente Bolsonaro cumprimentou, hoje, sem máscara ... a turma do ‘oba-oba’ ... é mole?!?!
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