sexta-feira, 18 de setembro de 2020

70 anos de presença histórica

O dia 18 de Setembro marca os "setenta" aniversários da Televisão no Brasil. No meio de tantas polêmicas sobre a covid, as queimadas e as ofertas de "porrada" pelo modo Bolsonarista de pensar, o mais presente dos produtos culturais no planeta continua enchendo a pauta dos cidadãos e cidadãs em momentos de descanso e outros similares ou mistos.

    O fato inegável é a intensa e múltipla comunicação social que a telenovela emplacou em nossa rotina como produto - especialmente o Nacional  verde-e-amarelo de todo santo dia, desde que não o  "dia do Senhor" , claro.


     Tendo recusado O PANTANAL, de Benedito Ruy Barbbosa, em 1990,  a TV Globo está prometendo a reedição do seguro "diamante" , exibido pela Manchete, em clara  vitória de audiência desta. É para o ano que vem e sob os cuidados dos descendentes da família Marinho. Vai soar como o brinde dos setenta aninhos da "magia capitular" que ainda tem forças para enfrentar as singularidades do padrão "streaming" que ruge e abocanha audiências, cada vez mais. Grandes atores, outrora  exclusivos e  permanentemente à disposição global, já deixaram a "capital mundial da telenovela" - como a Globo foi consagrada em discurso na Feira Internacional de Frankfurt (2013). Glória Menezes, Tarcísio Meira, Antonio Fagundes...estão fora do cardápio, nesse novo tempo. Mas o espetáculo promete continuar o espetáculo que, sabemos, brasileiríssimo e teve início em 1973, com "O Bem-Amado", depois reemplacou com "Escrava Isaura" (1976), quando se "engradeceu" ao ganhar o mundo ( Europa à China). Marcou território no meio culftural universal ao ser incluída, em 2009, no Prêmio Emmy.


     Está longe a estreia de Sua Vida Me Pertence (1951) e  Um Beijo Na Sombra (1952) - quando eram "ao vivo". Todavia, a telenovela continua firme e forte como nosso produto cultural mais expressivo, desde 1970.


    Agora, com o mundo em estágio de isolacionismo singular, o consumo de novelas - só pela TV Globo - subiu estratégicos e imponderáveis 140 %, segundo Sílvio de Abreu. Diferente dos nossos "embrulhos" políticos, a telenovela permanece singrando os mares multiondulados do planeta, pois resiste discutindo nossos preconceitos, revelando sonhos e questões do dia-a-dia. Com perdão da palavra, pois é só força de expressão , como uma "coleção de livros" (Biblia) da história do quotidiano mais humano do País da Novela.

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