Está demorando quase um ano e dez meses "tempo" que o governo se deu para decidir se perdoa ou não as dívidas das igrejas, principalmente evangélicas (apoiadores de primeira hora do ex-oficial das forças armadas). Não são ‘dívidazinhas’ nem são devidas à família Bolsonaro. O total do "buraco" nas contas ultrapassa a soma de R$1 Bilhão de reais e é devida ao povo brasileiro que sobrevive com tantas e tão sérias limitações financeiras.
Sabe-se que para as 3 forças Armadas nada tem faltado. Mais do que isso, foram incrementadas verbas para alimentar inaugurações e apresentar projetos de dezenas de Escolas Militares. Além disso, o governo sinalizou claramente que quer investir bilhões, nos próximos exercícios, para "reforçar a Segurança Nacional," como se estivéssemos na iminência de uma Guerra Mundial ou Fronteiriça - quando se sabe que o panorama é absolutamente neutro com relação a tais hostilidades que gurgitam em cabeças fantasiosas e com fixação nos conflitos imaginários. Naturalmente, investir nas três Armas representa bonificação generosa às origens militares bolsonarianas e afago generoso nos ex-coleguinhas de farda.
No entanto, administrar um país sofrido e necessitado, como esse que Cabral nos revelou, vai muito, muitíssimo além de brindes às honradas Forças Armadas. A visão sistêmica do País, entendido como Nação unitária, demanda visão muito menos acanhada e partidarista, particularidade e pessoal. Governar um Estado, Cidade e, principalmente, um País imenso e complexo como o nosso, exige visão do todo e de cada unidade que o compõe; exige a ponderação de prioridades ditadas, não pelo ranço familiar ou pelos apelos de grupos específicos de eleitores. Educação, Saúde, Atendimentos Sociais Básicos (acesso a esgoto e água potável, além de moradia e calçamento urbano) são tópicos muito mais demandadores de atenções de quem entende o mínimo de Administração para estar com as rédeas orçamentárias do País nas mãos. Escolas Militares, reforço em estoques de armamentos - como já decidiu o Presidente - e expansão em vagas para "profissionais das armas" não passam perto das necessidades mais elementares da população sofrida do que ele chama de "Brasil acima de todos". Será que o conhecido complemento"Deus acima de tudo" está coerente com esse sistemático desvio para o não-essencial, o não-urgente?
Se está acima de tudo, essa proclamada "divindade suprema" precisa iluminar mente e coração do nosso Trump dos trópicos...urgentemente.
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