O velho e clássico Sófocles já dizia , antes de Cristo, que "Nada de grandioso penetra na nossa vida sem incluir uma maldição".
Esse velho pensamento, tido como postura negativa, nos ocorre quando temos pela frente a criação generosa das redes de novas mídias sociais.
Os trunfos positivos são sempre fáceis de perceber. A comunicação ágil, a comunicação simultânea de todo um grupo, a extensão quase que infinita em números de receptores...Enfim, a nova mídia veio com uma força extraordinária. É aí mora o perigo: o deslumbramento pela competência comunicativa, cegou a visão crítica da sociedade. Pagamos com os serviços consumidos "gratuitamente" , as nossas melhores cabeças economizaram estudos, dispensaram dúvidas que o olhar científico sempre recomenda e se calaram ou entraram na cômoda onda do aplauso infantiloide. Claro, com raras exceções. Custa bilhões aos empresários, demanda altos investimentos em engenharia sofisticadissima.
Nos, usuários, é que somos vendidos. Parece gracinha ou ironia, mas é a mais pura e concreta verdade, nua e crua. Para agravar mais o quadro, somos literalmente "vendidos" aos anunciantes, essa categoria que 4arrica algum valor no projeto, mas que retira lucros trilionarios, ano após ano.
Nossa passividade diante da força da nova mídia apenas sublinha como as novas tecnologias são análogas às mágicas. Sim, aquelas antigas e clássicas manipulações que "sabem" que não serão percebidas pelos coitados dos espectadores ou usuários. Como toda mágica, a mídia explora nosso deslumbramento e nos pega desarmados. Pronto: está feito o milagre da mágica, como se fossemos todos uns infatiloides imbecis. E somos...enquanto continuarmos usando e aplaudindo essa trama que nos ecplora - cheia de agrados , como fazemos com nossas crianças, desde sempre. Vamos continuar nos submetendo ou comecar a reagir?!?
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