O ginasta Ângelo Assumpção, de 24 anos , foi demitido do Clube Pinheiros - S.P por denunciar injúrias raciais dentro do clube da elite paulista.
Um vídeo divulgado pelo atleta mostra companheiros dele, ao seu lado na Seleção Brasileira, fazendo comentários racistas, preconceituosos, já em 2015.
Isso faz lembrar os trágicos comentários do próprio Chefe da Delegação Brasileira de Futebol, João Lyra, que, após as derrotas das equipes brasileiras, em torneios de 1950 e 54, disse:
- Fácil será confrontar a fisionomia de um selecionado brasileiro, constituído de PRETOS E MULATOS, em maior número, com a fisionomia do futebol argentino, alemão, húngaro ou inglês ".
Mais explícito o dirigente não poderia ser para demonstrar o grau ostensivo de racismo explícito de que era "possuído". Isso era a posição de um dirigente. Incrível, como continuou prestigiado por toda a vida, apesar da postura trágica.
A própria FIFA prevê , no Código Disciplinar: É preciso de regras que punam a discriminação e ação coordenada dos clubes e dirigentes do setor, para propiciar igual tratamento e oportunidade a atletas negros e negras."
Muito longe e em oposição ao espírito aberto do esporte, racismo não é esporte. Não passa perto e se opõe radicalmente à mentalidade que deve presidir a prática e a apreciação esportiva. Sempre.
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