sábado, 5 de setembro de 2020

Censura volta, a favor da família Bolsonaro, entremeada com revelações de altos rendimentos dos familiares

 


   A juíza é da 33* Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ontem ela decidiu que a censura voltou ao país, como na época na trágica Ditadura (1964-1985). O objeto do dedo incisivo e fascista de sua excelência foi o acesso da TV da família Marinho às peças de investigações e documentos que reconstituem os fatos componentes da famosa operação "rachadinha" - ocorrida durante o tempo em que o deputado estadual Flávio Bolsonaro exercia, Deus sabe como, o exercício público para o qual fora eleito.



     Para se ter uma ideia do montante de estragos que a Sra. Juíza quer esconder, sabe-se que o Carlinhos do papai Bolso gastou R$7.000.000,00 para alimentar um time de funcionários "seus", desde o ano de 2001. Isso sem correção monetária, o que faria a "micharia" ter um contorno numérico pelo menos três vezes e meia acima da "micharia" citada pela família premiada. É caso clássico de "peculato", quando "funcionário público desvia verbas para uso próprio ". Deve ser por isso que "morrem de vergonha" quando os meios de Comunicação divulgam esses truques de Santo comportamento. 


     Todavia as laterais da "rachadinha" são mais gigantescas do que parecem. Só os assessores da família Bolsonaro "receberam a "merreca" de R$65.000.000,00 (isso mesmo...) em salários, desde 1991". (O GLOBO, 5/9/2020,p.10). Essas generosas quantias foram corrigidas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). E tudo foi acessado com o recurso à Lei de Acesso à Informação. Assim se vê que a ira do Presidente em socar repórteres "tem toda a razão" ...segundo a perspectiva de quem quer e precisa esconder os mal-feitos familiares Bolsonistas.


     Não à toa, foi essa família premiada a que recolheu a maior parte de tais salários. "Ao todo, 22 parentes das duas primeiras esposas do presidente tiveram cargos comissionados em seus mandatos ou nos de seus filhos.


      Tanto dinheiro desviado para os mesmíssimos bolsos e os bolsonaros recorrendo à Justiça ou ameaçando dar "porradas" para se contraporem aos simples pedidos de explicações.  Fosse pouca coisa a "famiglia" não precisaria de tantos recursos com tão pouca sintonia com a Democracia e as Leis que regem os Direitos de Acesso às informações. 


    A gente se pergunta boquiaberto: até quando a juíza Cristina Serra Feijó - do Egrégio Tribunal da Justiça (Justiça?) manterá A prepotência de praticar a Censura?!? Vamos esperar...

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