terça-feira, 22 de setembro de 2020

A net do Google, significativamente, bate seus próprios recordes de buscas sobre transtornos

     A duração e a intensidade da pandemia provocada pela covid-19 têm levado os cidadãos a recorrerem com muito mais frequência  e intensidade aos serviços do Google. Comparado com a media de dez anos atrás, o aumento foi de 98%.

    Na pauta das questões mais levantadas pelo usuário, a companhia assegura que estão as perguntas: Como lidar com a apreensão? Como conviver com a ansiedade? De que forma reconheço e busco a felicidade - como ela se manifesta para mim?

Esta última questão, aliás, foi a mais presente no mês de junho.


    Por outro lado, o Departamento de Psiquiatria  da UERGS - liderado por Ives  Cavalcanti Passos - conta com número superior a 8.000 pessoas sendo acompanhadas - tendo como referência as condições atuais do viver em quarentena.


     O Google fez parceria com o Hospital Albert Einstein para oferecer bases médicas mais seguras sobre consultas dos usuários.

     De nossa parte,  nossos estudos têm registrado a presença quase sólida do:


    a) MEDO como que pairando sobre qualquer movimento, iniciativa ou plano a ser executado fora dos limites das paredes residenciais.

  

     b) MEDO da opinião alheia também engrossa o temor anterior, gerando uma ansiedade que é produto da incerteza sobre o "que vem por aí" - essa coisa vaga, mas impregnante, que tem desestabilizado o padrao rotineiro médio de  seguranca. 


    c) Sofrimento mental - consequência do receios anteriores, gerando um estado real, presente, de estresse. Este cenário transparece, diariamente, nas relações pessoais e de trabalho - como Médicos e Psicólogos  têm registrado com maior frequência e mais  intensidade no decorrer da duração da pandemia.



    d) O aglomerado de  medos sólidos tem gerado incertezas, até isolamentos, que conduzem a atitudes de Transtono Metal.


     e) Os sofrimentos que geram esse grau de transtorno mental, infelizmente, têm levado indivíduos, por isso já fragilizados, a recorrerem ao projeto de suicídio. Por não verem alternativa "razoável" de uma existência com presente e futuro, deixam de planejar a vida e se se limitam ao esforco de ectingui-la - vista sem sentido.


    Fora do Brasil estão sendo criadas expressões que buscam reproduzir esse clima deprimido/estressante. De um lado há o novo termo FOMO - que traduz o temor de estar perdendo algo. Já o vocábulo FOPO (fear of other people's opinion = medo de opiniões alheias).


     Em ambos os casos vemos as redes sociais serem contagiadas por eles.  Assim, "postar" ou "nao postar" se tornou um dilema da contemporaneidade que gera, também ele, mais angústias, estresse e, naturalmente, vem acompanhado da perda da sensação de liberdade . Mais que isso: a referência do que seja a felicidade.


     Nossos estudos ainda não têm substância para serem capacitados para soluções mágicas, de fácil ou imediata aplicação. Nem o fazem as Universidades e professores aqui citados. Resta-nos continuar na observação e entregarmos a quem de nós  se aproxima a palavra despretensiosa de "calma" e a solidária promessa: "conte comigo". A humanidade sempre foi capaz de engenďrar suas saídas. Por que não acha agora? ACHAREMOS . JUNTOS.

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