Em um ano complicado para a Saúde, o trabalho, a Educação, o Orçamento etc. As eleições vão agravar os nossos custos-cidadãos. A FGV e a USP avaliaram, por meio de pesquisas, que o número de funcionários licenciados e candidatos - que terão garantidas suas remunerações - é expressivo : 47.154. A grande maioria é constituída por servidores municipais (75%). Mas há servidor federal, da Justiça Eleitoral, policiais, bombeiros e gente das nossas Forças Armadas. Todos serão sustentados por nós, sem os respectivos e correspondentes trabalhos...Os pesquisadores alertam que esse volume de "licenciados" por nós, compulsoriamente, tudo indica que são maiores; os que têm vínculo estatutário, todavia explicitaram outra profissão, como professores, advogados e médicos.
Está certo que os candidatos estejam usufruindo de um direito constitucional. Mas isso não impede, a quem pensa na situação que vivemos, no país, o quanto é fora de hora tanto gasto com muita "vaidade eleitoreira"...Ponderando no volume dos que nem serão eleitos, dá para projetar a grana jogada fora, nessa hora de sufoco orçamentário para todos.
Será que não está na hora de os dirigentes-legisladores pensarem numa forma de amenizar o prejuízo? Uma delas seria suspender esse "benefício" que só beneficia os interessados - não a nós. Outra seria mais amena: cobrar dos eleitos a reposição dos gastos que a sociedade bancou para ele.Uma terceira alternativa, que não exclui as demais, seria exigir o retorno dos investimentos sociais sobre os não-eleitos.
Basta de passarmos por paspalhos, "legitimados", mas "paspalhos". Muda, Brasil.
EM TEMPO...
O DIA de hoje foi definido pela Rede Internacional do Innocence Project como o dia "da condenação injusta". A data pretende relembrar e reinvestigar prisões injustas, evitar os pesadíssimos custos sociais e pessoais-emocionais, que os assim condenados padecem, juntamente com seus familiares. No fundo, destacar esse dia possibilita que se forme uma conscientização relativamente às razões-causas que levam a esse dramáticos erros, como o reconhecimento incorreto feito pela vítima - estatisticamente uma das "provas" mais usadas pela polícia acomodada que não quer investigar. Não passa pela cabeça de quem tem pressa e nenhuma disposição para ampliar o olhar sobre um crime, que a vítima, como observadora, também é vítima da impressão do momento - o que altera, sensivelmente, sua capacidade racional.
Espera-se que, dando destaque ao Dia da Condenação Injusta, haja maior oportunidade de se fazer Justiça a tempo.
Um exemplo cruel de condenação injusta, no Brasil: Atercino Ferreia de Lima, 27 anos, foi condenado por abusos sexuais contra os filhos e ficou 11 ANOS DETIDO ...até que veio a mão da Justiça.
Chocante, não?!
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