segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Saudade de quando o verde ‘falava’ em esperança

      Vem aí a fusão do IBAMA com o Instituto Chico Mendes. Foi iniciativa do "moço que quer, porque quer, passar a boiada" - o ministro (ainda?) Ricardo Salles. No fundo, ele está executando o plano da passagem da "sua boiada", pois determinou a extinção do ICMBio que responde pelo cuidado de 344 unidades sob sua proteção.

     Com uma comissão de 7 indivíduos, sendo 5 policiais militares, o atropelamento das regras ambientais passa a ganhar uma força descomunal, pois se no ano passado um quarto dos funcionários se aposentou e não há concursos públicos pra suprir as lacunas - o ano presente vai deixar o o órgão com mais cargos vazios do ocupados. É a boiada...passando, como sonha o ilustre ministro, para beneficiar ruralistas e madeireiros - expressivos eleitores do Chefe Bolsonaro.


     Um sintoma do benefício para a "boiada" passar foi constatado pelo Observatório do Clima: nos últimos 16 anos, 2019 foi o período em que o governo aplicou o mais insignificante número de multas. Não que as causas e os crimes tenham sido reduzidos, mas "para evitar esses abusos contra quem vive no local", segundo a Autoridade...


      Duas sentenças recentes deixaram claros os propósitos dessa desconstrucao: Jair Bolsonaro comemorou que 

- O IBAMA não atrapalha mais. (Quinta última).

O ministro Salles questionou:

   - Que diferença faz o Chico Mendes neste momento. É irrelevante".


     Não avisaram ao ministro que o Chico citado foi homenageado e reconhecido pelo planeta  (ONU) como " LIDER GLOBAL" para a defesa do meio ambiente.

Enquanto o ministro já foi  acusado de fraude por favorecer certa mineradora e condenado por improbidade administrativa.


    Vê-se que a comparação revela quem é o "irrelevante", no caso. É nós o sustentamos. Ainda.

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