Mal começou a primavera, na inauguração do mês de outubro, é a bomba medieval: uma série de vídeos serviram a certas pessoas, com ódio nas veias, para divulgarem suas "façanhas" colocando fogo em livros do escritor brasileiro mais editado no planeta - Paulo Coelho.
Esses "mancos" da cabeça condenam especialmente a obra mais famosa, "O alquimista", por motivações ideológicas. Como se pensar diferente, no século 21, fosse uma temeridade, um pecado imperdoável, que mereça ser tratado como se agiu na destruição de bibliotecas - de Sarajevo e de Alexandria.
Automaticamente, o bigode de um dos incendiários revela seu repertório ideológico, lembrando o asqueroso Hitler. Certamente seu ídolo, como estamos familiarizados a ouvir falar de certo presidente, também movido a autoritarismo e ódio contra o diferente dele e de sua "santa" patota - sempre alimentada por um dinheirinho "vivo" nas contas bancárias...Ainda estamos esperando que a Justiça faça essa turminha falar; até agora só ameacou dar "porrada" ...todos sabem.
Voltando aos livros queimados - num país dos mais baixos índices de leitura do mundo - o Pen Clube do Brasil saiu em defesa do acadêmico nacional, ao afirmar a condenação da queima:
- O gesto de usar a bastardia de tal censura tem origens medievais sobejamente reconhecidas.
A Academia Brasileira de Letras, onde Paulo Coelho ocupa a cadeira 21, também se pronunciou sobre o caso:
- Há muitas formas de atacar o livro: censura, desprezo pelo cultivo da inteligência, falta de uma política cultural ampla...Elas parecem menos impactantes, mas deixam marcas profundas, como um fogo invisível.
A gente sabe que sempre que surgem posições contraditórias nas sociedades, em todas as épocas, os incomodados com o diferente deles logo procuram castrar as novidades - ao invés de se aprofundarem nos seus caminhos, justamente estimulados pelos novos olhares. Mas são imbecis o suficiente para se contentarem com o que julgam dominar, na estreiteza de suas mentes burras e de ódios. Oferecer "porrada", ao invés de informação ou argumentos tem sido o exemplo "oficial" mais espetacular da baixeza. Todo mundo é testemunha da nossa "brasilidade" às avessas, Infelizmente.
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