Um estudo divulgado, ontem , pela Universidade Federal de Minas Gerais, reviu que "o governo federal gasta apenas 6 por cento de sua verba destinada ao controle do fogo, em unidades de conservação, para fazer intervenções preventivas."
A pesquisa revelou, ainda, que a Amazônia teve "318 brigadistas e orçamento de R$ 1,55 milhões, por ano, para atuarem em Unidades de Conservação federais." Por seu lado, "no Cerrado trabalharam 526 agentes , com um gasto anual de R2,7 milhões."
O grupo de pesquisa da UFMG concluiu que houve uma nítida redução "em mais 63% em quatro das cinco regiões pesquisadas". Eles terminam o relatório científico recomendando:
"É preciso investir em inteligência territorial (conhecimento cientifico da região) . É melhor do que esperar a chegada do fogo e gastar dinheiro com aviões para apagar."
As claras considerações dos professores universitários, praticamente, só expõem o óbvio que nem é "desconfiado" pela equipe do nosso "Mito"(?!).
Assim, os resultados do estudo apontam que "O atraso do governo federal na contratação de brigadistas florestais , em 2020, pode ter agravado a situação das queimadas nos meses de agosto e setembro."
A gente percebe que os cientistas, prudentemente, usam a expressão "os resultados...sugerem que o atraso..." A prudência fala baixo, sim. Mas os dados levantados GRITAM...
A situação fica mais complexa quando se sabe que Bolsonaro inventou uma "guerrinha" entre o Brasil e um país supostamente "invasor" - fins de setembro - que levou milhões de reais em gastos com toda a parafernália de apetrechis necessarios ao "ataque e à respectiva defesa", claro, "das cores brasileiras". No caso eram azuis, as do "adversario", vermelhas, como todo retardado enxerga os inimigos possíveis da sua "santidade e pureza".
Fica-se imaginando que a "sábia ministra" Damares que aconselhou o confronto de cores. Depois que ela enfrentou a visão de "Cristo numa goiabeira...", nas palavras dela, sua excelência pode enxergar tudo claro. Inclusive o fim das desgovernancas que estamos vivendo. "Boa Vista, ministra"...
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