Na dinâmica das eleições em curso, no estado do Rio de Janeiro, já existem 37 acontecimentos nefastos das milícias contra candidatos que elas não aprovam. Ocorreram em 14 cidades do estado e passam do veto a ameaças de retaliação aos residentes no local.
A fonte das informações foi o Disque Denúncia, cobrindo até o dia 13 de outubro. Os "censores da opinião pública " são milicianos e para-militares. Em Nova Iguaçu se concentra o maior número de denúncias - nove.La dois candidatos já foram "extintos" para "limpeza da concorrência"...Simples assim. Os terroristas vão além: ameaçam retaliar a comunidade se ela eleger alguém que a milícia desertou...
Na faixa que separa Nova Iguaçu, Itaguaí e Santa Cruz, 17 pessoas foram executadas pela própria polícia, Entre os dias 14 e 15 deste mês, num pequeno intervalo de 24 horas.
As investigações têm revelado que candidatos dão dinheiro aos chefes do tráfico para receberem deles apoio nas eleições.
O que se vê, portanto, é a herdeira e notória instalação de um poder plenipotenciário que se impõe, cada vez mais, em especial no Estado do Rio. Tudo, no fundo, está dentro do contexto de uma figura presidencial que mente sistematicamente e, de modo rotineiro, ameaça com "porradas" (claro: gentilmente) aqueles que se atrevem a questiona-lo, na ilusão de vivermos democraticamente.
Enquanto isso, vários pedidos formais de "impedimento" do Presidente adormecem nas gavetas esquecidas do Senado e da Câmara. Tristemente trágico.
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