Os leitores que dominam o Inglês já devem ter percebido a grande diferença "ideológica" entre a versão brasileira - e só ela - e o texto original do autor de "ANIMAL FARM", o famoso George Orwell, britânico. Sustentada pelo Instituto de Pesquisa Social (IPES), a versão em nossa língua introduziu-se forçadamente -lugares-comuns da propaganda de ódio ao Comunismo - insistindo: que não estava nem está no original. A interferência brasileira nessa obra teve início e razão de ser no clima que precedeu a Ditadura Militar, de 1964.
Um sintoma evidencia a escolha do tradutor: Tenente Heitor A. Ferreira. O futuro Capitão era , simplesmente, o secretário do general Golbery do Couto e Silva...que foi quem inventou o célebre SNI - Serviço Nacional de Informações, logo reconhecido como a referência máxima das ações de todos os torturadores, assassinos e "desaparecimentos" de maus de 550 brasileiros, sem processos e sem julgamentos legais.
Assim se explica o discurso primário, gratuito e preconceituoso que inseriu uma falsa e absurda "leitura" comunista na clássica obra do nada anticomunista George Orwell.
Agora está se falando que algumas editoras vão produzir novas edições, com traduções mais fiéis ao original. Graças ao "domínio público " em que a obra entrará no primeiro dia de Janeiro próximo.
Espera-se que, agora, as versões nacionais sejam revistas e se fiscalizem as ideias originais. Afinal, não fará mais do que a obrigação. Até porque essa ojeriza anticomunista está mais cheia de teia de aranha que os escombros da tal fala "revolução militar" de 64.
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