O ritmo do crescimento de informações que diaramente circula no planeta é alucinante. Martin Hilbert e Priscila López são pesquisadores da Universidade da Califórnia e resolveram quantificar o volume de dados que, hoje, são produzidos e difundidos nos diversos suportes, digitais e analógicos.
Perceberam como está velha a imagem usada até há pouco de que a edição diária do "The New Iork Times" contém mais informação do que um cidadão inglês médio teria acesso em toda sua existência, se vivesse no começo do século XVII. Agora a onda de dados tomaria conta de 295 trilhões de megabytes.
Se fosse gravada essa tsunami informativa em CD-Rom de 730 megabytes, eles formariam uma pilha que, saindo da Terra, passaria da faixa de órbita da Lua; essa ponte ou 'caminho' de informações seria composto de 404 bilhões de discos de 1,2 milímetros de espessura cada um.
De acordo com o artigo publicado pela dupla de cientistas na revista "Science" desta semana, o conjunto dos computadores pessoais do planeta pode processar cerca de 6,4 trilhões de MIPS - sigla para milhões de dados por segundo.
A FUNÇÃO AGENDADORA DOS JORNALISTAS
Diante desse volume espantoso de dados disponibilizados pode-se imaginar as dimensões do encargo que cabe aos meios de informação ao fazerem a agenda diária de suas edições jornalísticas.
Com uma disposição muito precária de tempo (pois a indústria da informação trabalha sob intensa pressão do relógio), cada veículo precisa escolher seus objetos de pauta em meio a uma verdadeira 'via láctea' de eventos, assuntos e singularidades as mais diversas; são opiniões, interpretações, dados carregados de gostos, de opções ideológicas e de marcas vivas, vibrantes de um balcão onde se misturam valores, preconceitos, cismas e dogmas.
Mergulhado no coração desse "mega-tudo-que-nem-tem-nome", os jornalistas que fazem pautas têm que tomar decisões, em segundos, sobre o que aproveitar em cada edição. Naturalmente existem certos princípios de interesse que sustentam as escolhas - são apelidados de "critérios de noticiabilidade", apesar de servirem, na prática, tanto para notícias quanto para reportagens.
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