Sem querer comparar minha ida ao chão às do norte-americano que foi esganado pelo policial, nem à da brasileira que foi pisada por outro homem da lei, nesta terra onde a cloroquina tornou-se uma agua-benta contra a covid - hoje, passeando com meus dois cachorrinhos acolhidos das ruas, fui ao chão pela força contraditória dos dois e uma areia de obra largada na subida de uma elevação a 1.100 metros de altitude. Estava num bairro periférico e alto de Nova Friburgo. O tombo me fez cair ao de costas. A surpresa foi a reação imediata do Mauê e da Neguinha que "me levavam" a passear: antes de acabar de arriar todo o corpo no chão, os pequenos "irracionais" subiram sobre meu peito e passaram a lamber meu rosto.
Uma picape desviou dos nossos corpos na pista. Alguém gritou: "Tudo bem aí, coroa??!"
E foi em frente, após meu gesto de "positivo"...
Sensibilizado com a acolhida dos dois cães - fiquei ali uns minutos curtindo os carinhos. O carro com humanos passou de volta e vi que o motorista e a carona estavam rindo...E passaram para seus destinos, certamente muito mais nobres.
Meus dois guardiães de quatro patas nem olharam para o carro e os humanos.
Eu me senti carregado por nuvens. Daquelas feito algodão. Pensei: Será que merecia esse tratamento sobre-humano?
Este texto é uma pequena homenagem ao Mauê e à Nega. Tem cada um apenas 7 e 4 anos, respectivamente, mas demonstraram séculos de atenção "humana"...Preciosos companheiros.
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