terça-feira, 28 de julho de 2020

A ‘canalhice’ de Mandetta


Desculpando desde já o título acima, não se pode deixar passar o que esses olhos e ouvidos etc. registraram hoje.
    O jovem barbeiro cuidava do que sobrou dos cabelos do meu filho mais velho, quando alguém chegou e o provocou:
    - É aí, Cloroquina, você continua com sua dosagem diária?!?
     Ele paralisou a mão que estava armada de navalha e fulminou:
     - Cara, anote aí. Desde o dia 29 de março  - quando Bolsonaro falou que era o melhor remédio - não deixo um dia sem esse Santo remédio. Nem quando o canalha do ministro de marca, o tal de Mandetta, deixava de apoiar e queria distrair a gente com a baboseira do tal de "isolamento social" . Devia ser pra mãe dele...O cara que elegi presidente, com "mais da metade dos brasileiros", é que sabia das coisas. Desde o começo. Por isso honro meu voto. É ele, claro, minha cachaça...O resto é lixo.            
    Ficou espantado? Também estou chocado, como um ovo de 31 dias debaixo da galinha. Ingenuamente achava que havia gente que ainda apoiava certos eleitos. Claro. Reconhecer um erro não é coisa para todos. Mas esse amor cego pelo "homem" e o ódio ao Mandetta nunca havia percebido, assim, de viva-voz.
     Claro que a confirmação da relação erótica com o eleito por "mais da metade da população"...já o entregava com o tom da paixão e a confirmação do parco entendimento sobre o percentual dos votos no seu amor idolatrado. O cara não sabia que o Mandetta fora o melhor ministro da Saúde que tivemos na crise nem sabia distinguir os não votantes no pai dos "filhos zero" , dos 67 milhões que votaram no adversário dele se somados aos votos nulos e em branco.
    A gente sabe que matemática nem é tão fácil assim, mas a cegueira ostensiva e apaixonada continua dificultando tanto o ato de enxergar, propriamente dito, quanto o mais singelo bom senso. Ou será que ouvi demais?

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