Bem-vindo a este espaço.
Ele se propõe a pensar o jornalismo nosso de cada dia. Assim,descolado. Também aquele que a ‘academia’ pensa, de vez em quando;pois ninguém é de ferro, como diria Pedro Bial, para ficar só com esse enfoque.
Minimalista, aqui, no sentido de focar até unidades mínimas de sentido, desde que integrantes desse universo imenso observado pelo processo de construção de versões sobre a realidade – chamado ordinariamente de ‘jornalismo’. Não importa se escondidas por trás de reportagens, notícias, artigos, editoriais, crônicas, notas ou colunas. É isso.
Por exemplo? A página 15 de O Globo do dia 23 de dezembro deste 2010:“A educação brasileira já é uma das três que mais avançam no mundo”. A matéria traz informações sobre o relatório do Programa Internacionalde Avaliação de Alunos, conhecido como PISA, e produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico; um organismo internacional.
O relatório, aliás, divulgado dias antes, afirma que o Brasil teve oterceiro maior índice de evolução nos últimos 10 anos. Ficou atrás,apenas, de Luxemburgo e do Chile. Por que uma década? Porque em 1999 –sexto ano do governo FHC – nossos alunos foram os últimos colocados na primeira edição da pesquisa PISA.
Onde está a curiosidade da notícia? Justamente por não ser umanotícia. É um anúncio do Ministério da Educação. O governo precisou comprar um espaço nos jornais do país para divulgar um feito internacional dos nossos estudantes, pois o assim chamado grande jornalismo local, preferiu destacar que tínhamos ficado apenas no 53°lugar.
A gente sabe que em resultados esportivos a nossa ‘crônica’desconsidera tudo que não seja o primeiro lugar. Mas costuma informar com algum destaque. Agora, não; o “politicamente correto” parece serpassar a imagem que continuamos um país de vira-latas, como diriaNelson Rodrigues. Se vivo estivesse, o velho cronista e teatrólogo diria que nossa ‘imprensa’ estava torcendo pelos adversários ou agindo como partido político, como já foi amplamente discutido há dois meses.
Tem mais: considerados apenas os resultados dos nossos alunos deescolas públicas federais, nós ficamos em 7° lugar no planeta. Nafrente de países como U.S.A., França, Japão, Inglaterra, Itália eoutros do mesmo calibre. Uma pena que nosso jornalismo goste tanto demostrar somente nossos tropeços. Até se entende que a meta seja sempre chegar em primeiro, mas progresso é vitória.
Bastaria perguntar a qualquer um dos garotos que participaram das provas se é estimulante essa atitude de desvalorizar o esforço. Claro que não! Apenas confirma nossa velha paixão pelas notícias negativas; ou, o que é pior, nosso eterno complexo de cidadão de segunda classe –não importando a clareza dos fatos quando entendidos em seu contexto real e concreto.
Ser contra as realizações de um determinado governo é corretíssimo, mas apenas nos espaços de opinião do jornal, nos editoriais. Notíciase reportagens são ‘vendidas’ como versões objetivas dos fatos; no mínimo, relatos equilibrados pela isenção.
Ele se propõe a pensar o jornalismo nosso de cada dia. Assim,descolado. Também aquele que a ‘academia’ pensa, de vez em quando;pois ninguém é de ferro, como diria Pedro Bial, para ficar só com esse enfoque.
Minimalista, aqui, no sentido de focar até unidades mínimas de sentido, desde que integrantes desse universo imenso observado pelo processo de construção de versões sobre a realidade – chamado ordinariamente de ‘jornalismo’. Não importa se escondidas por trás de reportagens, notícias, artigos, editoriais, crônicas, notas ou colunas. É isso.
Por exemplo? A página 15 de O Globo do dia 23 de dezembro deste 2010:“A educação brasileira já é uma das três que mais avançam no mundo”. A matéria traz informações sobre o relatório do Programa Internacionalde Avaliação de Alunos, conhecido como PISA, e produzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico; um organismo internacional.
O relatório, aliás, divulgado dias antes, afirma que o Brasil teve oterceiro maior índice de evolução nos últimos 10 anos. Ficou atrás,apenas, de Luxemburgo e do Chile. Por que uma década? Porque em 1999 –sexto ano do governo FHC – nossos alunos foram os últimos colocados na primeira edição da pesquisa PISA.
Onde está a curiosidade da notícia? Justamente por não ser umanotícia. É um anúncio do Ministério da Educação. O governo precisou comprar um espaço nos jornais do país para divulgar um feito internacional dos nossos estudantes, pois o assim chamado grande jornalismo local, preferiu destacar que tínhamos ficado apenas no 53°lugar.
A gente sabe que em resultados esportivos a nossa ‘crônica’desconsidera tudo que não seja o primeiro lugar. Mas costuma informar com algum destaque. Agora, não; o “politicamente correto” parece serpassar a imagem que continuamos um país de vira-latas, como diriaNelson Rodrigues. Se vivo estivesse, o velho cronista e teatrólogo diria que nossa ‘imprensa’ estava torcendo pelos adversários ou agindo como partido político, como já foi amplamente discutido há dois meses.
Tem mais: considerados apenas os resultados dos nossos alunos deescolas públicas federais, nós ficamos em 7° lugar no planeta. Nafrente de países como U.S.A., França, Japão, Inglaterra, Itália eoutros do mesmo calibre. Uma pena que nosso jornalismo goste tanto demostrar somente nossos tropeços. Até se entende que a meta seja sempre chegar em primeiro, mas progresso é vitória.
Bastaria perguntar a qualquer um dos garotos que participaram das provas se é estimulante essa atitude de desvalorizar o esforço. Claro que não! Apenas confirma nossa velha paixão pelas notícias negativas; ou, o que é pior, nosso eterno complexo de cidadão de segunda classe –não importando a clareza dos fatos quando entendidos em seu contexto real e concreto.
Ser contra as realizações de um determinado governo é corretíssimo, mas apenas nos espaços de opinião do jornal, nos editoriais. Notíciase reportagens são ‘vendidas’ como versões objetivas dos fatos; no mínimo, relatos equilibrados pela isenção.
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