A notória fragilidade humana se manifesta nos momentos mais desumanos – teria dito Albert Einstein quando esteve no Brasil, no século passado. As palavras não foram estas; mas a ideia, sim. Pois agora se pode dizer o mesmo no mesmíssimo país ‘caricaturizado’ como terra dos ‘bonzinhos’ (“Brasileiro é bonzinho”, dizia o velho gancho da comédia antiga).
Bastou ir ao espaço a notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio estava com um câncer para um número expressivo de cidadãos ‘bonzinhos’ cobrarem que o Lula fosse se cuidar em um hospital qualquer; a maioria exigia que fosse para uma fila do SUS ou algo que o valha.
Engraçado, melhor, trágico é que de Tancredo Neves, Juscelino, Jânio, assim como do ex-vice presidente José Alencar nem do Itamar Franco – para mencionar dois casos bem recentes – não se ouviu tanta ‘preocupação’ com a saúde dos homens públicos. O próprio Paulo Salim Maluf escapou do conselho, quando alegou estar doente (sintomas digestivos) para escapar de um “estado prisional”, há pouco mais de dois anos, e foi surpreendido tomando cerveja e traçando lingüiça de porco em Campos do Jordão, dois dias depois de solto. Não é por nada, não, mas o ‘imorrível’ político tem sido procurado, digamos que “policialescamente”, por mais de 100 nações. Claro, no país dos bonzinhos ele virou um equilibrista nas entrelinhas das leis e das vontades judiciárias.
No entanto, voltando ao caso do “paraíba, analfabeto e sapo barbudo” que pôde buscar atendimento em hospital de referência, a tchurma não quis perdoar...Será por que, em seu governo, eleito democraticamente - também é bom lembrar - ele exagerou ao criar mais de um milhão e meio de vagas em universidades públicas? E, agora, alguns desavisados do feito e aproveitadores dele querem se vingar? Ou seria pelo fato de, em seu governo, as escolas federais terem alcançado na pesquisa do conhecido organismo internacional PIZA (alguém, por obséquio, poderia ‘desenhar”, para os analfabetos funcionais, que não se trata daquele pratinho calórico da terra da bota?).
Há, ainda, a hipótese do enfurecimento naturalíssimo, claro, de alguns intelectuais e outros boçais, mesmo, que ainda não aceitam que um cara, sem diploma superior, recorrendo só a nove dedos das mãos tenha propiciado a revolução de incluir na classe média 27 milhões que eram só “zeros à direita e à esquerda”, mercadologicamente falando, feito reconhecido internacionalmente. E, o mais incrível, é que os mais desvairados adversários locais reconhecem. Também existe a hipótese de que o tal de Lula é responsável por esse monte palhaços de antiga baixa classe média tenha trocado suas bicicletas por carros que estão congestionando as ruas e estradas? Isso não se faz com nós outros que antes desfilávamos mais tranqüilamente…
- Então, esse irresponsável tem que ficar numa fila do SUS para aprender sofrer na pele os efeitos do ódio de quem ele está incomodando. É o que se pode “ler”, mesmo sem o palpite do arcaico e prosaico Sr. Freud. Ele também incomodou quando começou a dar voz e vez ao inconsciente, sufocado e castrado, até então, pela elite científica do início do século XX; ele também foi renegado, vaiado e aconselhado a se virar, pela aristocracia, com um câncer na boca.
Evidentemente, os dois barbudos cometeram erros. Claramente, ambos carregavam defeitos. Nitidamente é um direito de cada individualidade gostar ou não, seguir ou, até, aplaudir ou não os feitos ou ideias desses malucos que se recusam a repetir os modelitos que estavam dando tão certo...Transparente. O triste, humanamente falando, é que o “analfabeto social” só sabe se expressar para puxar a corda, uterina e ensebada, do ressentimento e da mais deslavada ignorância.
Um dos mais conceituados nomes do pensamento político e jornalístico do país, Clóvis Rossi, elegantemente falou de um “brutal surto de preconceito, de origem social”, sugerindo que o paraíbazinho desdedado “fique que no seu devido lugar”. A também colunista da Folha de S.Paulo, Barbara Gancia, afirmou que enxergou ali a reação de quem não tolera “essa gente que lota os aeroportos e não quer trabalhar como empregada doméstica”. Ambos foram na mosca, sublinhando a intolerância e o preconceito, além do velho complexo de “filho único” que agüenta ouvir um ‘não’, mesmo quando se trata de coisa tão séria quanto a vida. Aliás, reações geraram na Folha.com mais de 200 mil comentários. (Folha de S.Paulo, 6/11/2011, p.A8) interatividade democrática é , de um lado, um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta.
Bastou ir ao espaço a notícia de que o ex-presidente Luiz Inácio estava com um câncer para um número expressivo de cidadãos ‘bonzinhos’ cobrarem que o Lula fosse se cuidar em um hospital qualquer; a maioria exigia que fosse para uma fila do SUS ou algo que o valha.
Engraçado, melhor, trágico é que de Tancredo Neves, Juscelino, Jânio, assim como do ex-vice presidente José Alencar nem do Itamar Franco – para mencionar dois casos bem recentes – não se ouviu tanta ‘preocupação’ com a saúde dos homens públicos. O próprio Paulo Salim Maluf escapou do conselho, quando alegou estar doente (sintomas digestivos) para escapar de um “estado prisional”, há pouco mais de dois anos, e foi surpreendido tomando cerveja e traçando lingüiça de porco em Campos do Jordão, dois dias depois de solto. Não é por nada, não, mas o ‘imorrível’ político tem sido procurado, digamos que “policialescamente”, por mais de 100 nações. Claro, no país dos bonzinhos ele virou um equilibrista nas entrelinhas das leis e das vontades judiciárias.
No entanto, voltando ao caso do “paraíba, analfabeto e sapo barbudo” que pôde buscar atendimento em hospital de referência, a tchurma não quis perdoar...Será por que, em seu governo, eleito democraticamente - também é bom lembrar - ele exagerou ao criar mais de um milhão e meio de vagas em universidades públicas? E, agora, alguns desavisados do feito e aproveitadores dele querem se vingar? Ou seria pelo fato de, em seu governo, as escolas federais terem alcançado na pesquisa do conhecido organismo internacional PIZA (alguém, por obséquio, poderia ‘desenhar”, para os analfabetos funcionais, que não se trata daquele pratinho calórico da terra da bota?).
Há, ainda, a hipótese do enfurecimento naturalíssimo, claro, de alguns intelectuais e outros boçais, mesmo, que ainda não aceitam que um cara, sem diploma superior, recorrendo só a nove dedos das mãos tenha propiciado a revolução de incluir na classe média 27 milhões que eram só “zeros à direita e à esquerda”, mercadologicamente falando, feito reconhecido internacionalmente. E, o mais incrível, é que os mais desvairados adversários locais reconhecem. Também existe a hipótese de que o tal de Lula é responsável por esse monte palhaços de antiga baixa classe média tenha trocado suas bicicletas por carros que estão congestionando as ruas e estradas? Isso não se faz com nós outros que antes desfilávamos mais tranqüilamente…
- Então, esse irresponsável tem que ficar numa fila do SUS para aprender sofrer na pele os efeitos do ódio de quem ele está incomodando. É o que se pode “ler”, mesmo sem o palpite do arcaico e prosaico Sr. Freud. Ele também incomodou quando começou a dar voz e vez ao inconsciente, sufocado e castrado, até então, pela elite científica do início do século XX; ele também foi renegado, vaiado e aconselhado a se virar, pela aristocracia, com um câncer na boca.
Evidentemente, os dois barbudos cometeram erros. Claramente, ambos carregavam defeitos. Nitidamente é um direito de cada individualidade gostar ou não, seguir ou, até, aplaudir ou não os feitos ou ideias desses malucos que se recusam a repetir os modelitos que estavam dando tão certo...Transparente. O triste, humanamente falando, é que o “analfabeto social” só sabe se expressar para puxar a corda, uterina e ensebada, do ressentimento e da mais deslavada ignorância.
Um dos mais conceituados nomes do pensamento político e jornalístico do país, Clóvis Rossi, elegantemente falou de um “brutal surto de preconceito, de origem social”, sugerindo que o paraíbazinho desdedado “fique que no seu devido lugar”. A também colunista da Folha de S.Paulo, Barbara Gancia, afirmou que enxergou ali a reação de quem não tolera “essa gente que lota os aeroportos e não quer trabalhar como empregada doméstica”. Ambos foram na mosca, sublinhando a intolerância e o preconceito, além do velho complexo de “filho único” que agüenta ouvir um ‘não’, mesmo quando se trata de coisa tão séria quanto a vida. Aliás, reações geraram na Folha.com mais de 200 mil comentários. (Folha de S.Paulo, 6/11/2011, p.A8) interatividade democrática é , de um lado, um avanço do jornalismo e, de outro, uma porta direta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário